sábado, 20 de março de 2010

Rio Branco Atlético Clube


Nome: Rio Branco Atlético Clube
Alcunhas: Capa Preta, Brancão, O mais Querido do ES
Torcedor: Capa-Preta
Mascote: Cavaleiro Capa Preta
Fundação: 21 de Junho de 1913 (96 anos)
Estádio: Não possui estádio próprio, atualmente manda seus jogos no Estádio Salvador Venâncio da Costa
Capacidade: 2.400 pessoas
Mando de jogo em: Salvador Costa
Presidente: Maurício Cézar Duque
Treinador: Giuliano Pariz


Rio Branco é o clube de futebol mais tradicional do Espírito Santo. Fundado em 21 de junho de 1913, sua sede administrativa se localiza em Vitória, capital do estado.
O Rio Branco é o maior detentor de títulos estaduais do ES, somando 35 títulos. O clube hoje passa por dificuldades financeiras devido à muitas dívidas, a recente venda do seu estádio ao Governo do Estado foi muito estudada pelas partes e aconteceu para ajudar o clube a se recuperar financeiramente, construir seu CT e ao mesmo tempo oferecer a Região Metropolitana de Vitória uma Arena Estadual de Futebol, de grande porte e muito moderna.
Seu maior rival é a Desportiva Capixaba. Contra o time alvi-grená, faz o maior clássico do Espírito Santo. Já o 2º maior clássico é rodeado de charme, histórias antigas, pois é o mais antigo clássico capixaba, também chamdo de Vi-Rio, e é realizado contra o Vitória. Atualmente na capítal, ex-jogadores dos dois clubes se reúnem constantemente, com o apoio da mídia, para jogar o Vi-Rio da Saudade, fazendo os amantes do futebol capixaba lembrar os bons tempos do clássico mais charmoso do ES.

História

Em 21 de junho de 1913 os jovens Antônio Miguez, José Batista Pavão, Edmundo Martins, Nestor Ferreira Lima, Gervásio Pimentel, Cleto Santos e outros, por não poderem jogar futebol nos então clubes de futebol da cidade de Vitória decidiram criar um novo clube, chamado Rio Branco.

A idéia da fundação já vinha de muito tempo mas o sonho só foi concretizado em 15 de junho de 1913, na Ilha dos Amores, no bairro do Parque Moscoso, em Vitória.

Após as primeiras providências para a fundação veio a dúvida, "qual será o nome?" e as cores do mais novo clube da cidade, depois de algumas reuniões ficou decidido que o clube se chamaria Juventude e Vigor e as cores seriam o verde e o amarelo.

Em 10 de fevereiro de 1914, os integrantes da agremiação resolveram mudar o nome do clube, em homenagem, ao então Chanceler José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco. Surgia então o Rio Branco Football Club.

Posteriormente em 20 de maio de 1917 veio a troca das cores: do verde e amarelo para o branco e preto, mantidas até os dias atuais.

Em 18 de março de 1941, o clube foi renomeado mais uma vez e passou a se chamar Rio Branco Atlético Clube, que vigora até hoje.

Ao contrário do que muitos afirmam o clube não foi criado em Jucutuquara. Os rapazes do Juventude e Vigor jogavam em campos de zonas descobertas usando bolas de meia ou de bexiga de boi, no centro da cidade. De lá os meninos foram jogar em um terreno no bairro de Lourdes, que logo depois foi retirado do Rio Branco e dado ao Vitória pelo Barão de Monjardim para que o time não treinasse naquele local. Então o Rio Branco se mudou para uma área emprestada, na cidade de Vila Velha, aonde permaneceu até 1915.

A partir de 1916 os componentes do Rio Branco decidiram ocupar uma área em Jucutuquara, aonde foi construído o seu primeiro estádio, o de Zinco.

Terceiro Estádio do Rio Branco Atlético Clube, o primeiro estádio de Zinco, neste estádio a grande lembrança foi a vitória por 2 a 1 para o Flamengo. Depois de uma disputa de influências políticas entre Rio Branco e seu histórico rival o Vitória, o Rio Branco construiu seu segundo estádio em 1934, na época ficava atrás apenas de São Januário, de propriedade do Vasco da Gama e do Estádio das Laranjeiras, pertencente ao Fluminense, porém devido a administrações pouco comprometidas com o crescimento da entidade ou mesmo com o patrimônio do clube o estádio foi perdido, para o pagamentos de dívidas hoje pertencente a Centro Federal de Ensino Técnico.

Anos depois o clube buscou um novo terreno, no município de Cariacica, na Grande Vitória, onde sonhou construir o mais moderno estádio do ES, o Kleber Andrade (homenagem a um antigo presidente do Clube), o projeto inicialmente previa capacidade para 80.000 pessoas sendo o maior do Espírito Santo, todavia a morosidade na construção, somada as crises do clube e as administrações pouco comprometidas que o clube teve ao longo dos anos não permitiram a conclusão do estádio inaugurado em 1983 em um amistoso entre Rio Branco e Guarapari vencido pelo time da casa por 3X2. Devido a construção, inacabada até os dias atuais, de seu estádio no município de Cariacica, o Rio Branco criou raízes na cidade que faz parte da R.M.G.V.
Em 2008, o estádio foi desapropriado pelo Governo do Estado do Espírito Santo, possibilitando ao clube quitar seus débitos e também iniciar a construção do Centro de Treinamento no município de Serra.

Ainda em 2008, o Rio Branco Atlético Clube voltou a ter sede administrativa na cidade de Vitória, mas precisamente na Avenida Nossa Senhora da Penha, 1495, bairro Santa Lúcia, na capital capixaba.

Mascote

O Rio Branco Atlético Clube tem como mascote o Cavaleiro Capa Preta, isto foi uma homenagem ao Sr. Lafayette Cardoso de Resende, apaixonado torcedor, que se tornou símbolo da história do clube, pois na década de 20 era fazendeiro nas proximidades do Monte Moxuara, região mais rural da Grande Vitória, e cavalcava até o antigo Estádio de Zinco, sempre com sua Capa de cor preta, para se proteger da poeira e da chuva! Ele ainda se deferenciava dos demais torcedores, por assistir aos jogos do alto do morro, que dava fundos para trave esquerda do gramado, sem apear-se do cavalo e nem tirar a capa preta. Torcedor apaixonado, Sr. Lafayete Cardoso, ao vibrar com os gols do time alvinegro, às vezes disparava tiros para o alto com seu revólver. Assim se comportando, Sr. Lafayete ficou logo conhecido, e mais que isso, sua presença passou a ser cobrada pelos torcedores alvinegros. E para ele não havia mais do que uma referência: era o Cavaleiro Capa Preta. Foi assim que o fazendeiro Sr. Lafayete Cardoso de Resende tornou-se o legendário Cavaleiro Capa Preta, um símbolo de admiração, de fidelidade e um qualificativo que consagra os torcedores clube até hoje.

Títulos

Estaduais

Campeonato Capixaba: 35 vezes — 1918, 1919, 1921, 1924, 1929, 1930, 1934, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939, 1941, 1942, 1945, 1946, 1947, 1949, 1951, 1957, 1958, 1959, 1962, 1963, 1966, 1968, 1969, 1970, 1971, 1973, 1975, 1978, 1982, 1983 e 1985.
Campeonato Capixaba da Segunda Divisão: 2005.
Taça Cidade de Vitória: 27 vezes — 1918, 1919, 1921, 1924, 1929, 1930, 1934, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939, 1941, 1942, 1945, 1946, 1947, 1949, 1951, 1957, 1958, 1959, 1964, 1965, 1967, 1969 e 1971.
Torneio Início do Espírito Santo: 24 vezes — 1918, 1920, 1921, 1924, 1925, 1928, 1929, 1930, 1931, 1932, 1934, 1935, 1936, 1940, 1942, 1947, 1956, 1957, 1959, 1962, 1964, 1968, 1969 e 1970.

Outras Conquistas

Torneio Centenário de Vitória: 1951.
Torneio dos Campeões Capixabas: 2001.
Torneio Metropolitano Master de Futebol: 2002.

Ranking da CBF

Posição: 95º
Pontuação: 100 pontos

Torcidas



  • Comando Alvi-Negro (CAN)


  • Torcida Organizada FORÇA 12


  • Força Alvi-Negra


  • Bola Branca


  • Juventude & Vigor

Nenhum comentário:

Postar um comentário