sexta-feira, 16 de abril de 2010

Rio Branco Football Club


Nome: Rio Branco Football Club
Alcunhas: Alvirrubro, Estrelão, O Mais Querido, O Melhor do Norte
Torcedor: Riobranquino, Estrelado
Mascote: Estrela Solitária
Fundação: 8 de junho de 1919
Estádio: Arena da Floresta e José de Melo
Capacidade: 15.000 e 6.000 pessoas
Presidente: Natalino Xavier
Treinador: Tiago Nunes

O Rio Branco Football Club é um clube poli-desportivo brasileiro sediado no Acre que tem como principal modalidade o futebol.

As cores do clube, presentes no escudo, uniforme e bandeira oficial, são o vermelho e branco; Seu mascote é a Estrela Solitária, símbolo da Revolução Acreana, que está presente na bandeira do Estado do Acre. A estrela representa a vitória e a Independência do Estado do Acre, e possui a cor vermelha em homenagem aos heróis acreanos, que derramaram os seus sangues na guerra, segundo o próprio hino acreano. A Estrela solitária esteve sempre presente na vida do clube, que em seu primeiro uniforme já a estampava em cor vermelha a camisa branca do Rio Branco Football Club, o Estrelão.

Seus principais triunfos rendem 25 Campeonatos Acreanos e uma Copa Norte, conquistada de forma invicta no ano de 1997, garantindo ao clube uma vaga na Copa Conmebol, tornando-se o primeiro clube da região Norte a disputar uma competição oficial sul-americana.

História

O Rio Branco foi fundado na noite de 8 de junho de 1919, em uma reunião ocorrida no Eden Cine Theatro (no local do Cine Teatro Recreio), na Rua 17 de Novembro no 2° Distrito da cidade de Rio Branco. A reunião foi convocada pelo advogado amazonense Dr. Luiz Mestrinho Filho, o qual estava na cidade para presidir uma comissão de inquérito na Agência dos Correios. Compareceram ao todo 16 pessoas, entre os quais estavam Nathanael de Albuquerque, Conrado Fleury, José Francisco de Melo, Mário de Oliveira, Luiz Mestrinho Filho, Alfredo Ferreira Gomes, Manoel Vasconcelos, Francisco Lima e Silva, Pedro de Castro Feitosa, Jayme Plácido de Paiva e Melo, que assinaram a primeira ata do clube.

No mesmo dia da fundação, foram sugeridos por Luiz Mestrinho o nome do clube (em louvor à cidade e ao Barão do Rio Branco) e as cores vermelho e branco. Como primeiro presidente do Rio Branco, foi escolhido o Sr. Nathanael de Albuquerque.

Após eleita a primeira diretoria, o clube recebeu a doação de um terreno no local onde hoje está situada a Praça Plácido de Castro, por parte do prefeito, Dr. Augusto Monteiro. O terreno doado consistia em uma área de mata nativa, que em poucos dias foi substituída por um campo de terra batida.

A primeira partida oficial disputada pelo Rio Branco ocorreu no dia 14 de julho de 1919, com vitória por 5 a 0 sobre o Militar Foot-Ball Club, equipe da Polícia Militar do estado. O primeiro uniforme do Rio Branco era totalmente branco, com uma grande estrela vermelha no local do distintivo da camisa. Em seu primeiro ano de existência, o Rio Branco disputou 9 amistosos e não perdeu nenhum.

No dia 18 de julho de 1920, o Rio Branco faria sua primeira partida intermunicipal, com vitória sobre a Seleção de Xapuri pelo placar de 1 a 0.

Primeiros títulos

O ano de 1921 marca a criação da Liga Acreana de Esportes Terrestres (LAET). O Rio Branco foi um de seus fundadores, juntamente com o Acreano Sport CIub e o Ypiranga Sport Club. A associação recém-criada promoveu a disputa de um torneio, a Liga Torneio Initium, no dia 9 de junho daquele ano. O Rio Branco sagrou-se campeão, vencendo o Acreano por 10x0 e o Ypiranga por 2x0.

No dia 1º de agosto de 1921, teve início o primeiro campeonato oficial da LAET, disputado em dois turnos. No primeiro, o Rio Branco goleou o Acreano por 4x0 e o Ypiranga por 8x0. No segundo, novamente 4x0 no Acreano e 8x0 no Ypiranga. O time do Rio Branco que foi campeão da competição estava assim formado: Alfredo; Zé Bezerra e Olavo; Nobre, Bandeira e Joca; Fortenelle, Gaston, Mello, Jacob e Carlos.

No dia 1º de outubro, o Rio Branco disputou um amistoso para a entrega das faixas de campeão, contra um Combinado Acreano-Ypiranga. Vitória do Estrelão pelo placar de 3 a 2.
O Rio Branco inaugurou o seu primeiro estádio próprio no dia 8 de junho de 1929, em um terreno oferecido pelo fundador e chefe de Polícia, José Francisco de Melo.

Estrela Solitária

Nas décadas de 30 e 40, o Rio Branco reinava absoluto no futebol do Acre, conquistando nada menos do que 13 títulos estaduais consecutivos, entre 1935 e 1947, sendo doze deles organizados pela LAET e o primeiro campeonato organizado pela Federação de Futebol do Estado do Acre (FFEAC) (criada em 24 de janeiro de 1947). Na anos 1950, o clube faturou mais cinco títulos estaduais.

Entre 1964 e 1970, o Rio Branco amargou um jejum de títulos, algo incomum para um clube acostumado com conquistas. A torcida teve que esperar até 1971 para comemorar outro campeonato.

A Conquista do Norte

Após a implantação do profissionalismo no futebol acreano em 1989, o Rio Branco consolidou seu domínio local.

O ano de 1997 ficou marcado como o ano mais importante do clube até o momento, com a principal conquista da história do clube: a Copa Norte. Após estrear na competição com um empate sem gols com o Ji-Paraná-RO, o Rio Branco passou por Baré-RR (1x0), Independência (1x0) e goleou o Nacional-AM (4x1), garantindo o primeiro lugar em seu grupo e, consequentemente, a vaga para a final.

O adversário da decisão foi o Clube do Remo. No primeiro jogo, no José de Melo, um empate sem gols. Na decisão em Belém, o Rio Branco não tomou conhecimentos do time mandante e venceu o Remo em pleno Estádio Mangueirão pelo placar de 2 a 1, com gols de Palmiro e Vinícius. A conquista permitiu que o Rio Branco fosse a primeira equipe da região Norte a disputar uma competição sul-americana: a Copa Conmebol.

O dia 27/08/07 foi um marco importante para o Rio Branco e para o futebol do Norte: Era a estreia na Copa Conmebol. O jogo era na Colômbia, contra o Tolima. Em um jogo bastante equilibrado e pegado, o Rio Branco saiu da Colômbia com uma derrota por 2x1. No jogo de volta, dia 03/09/97, no Estádio José de Melo lotado, o Rio Branco partiu para cima, em busca do resultado. O time colombiano foi para o jogo pensando no regulamento, jogando todo atrás. Mas foi aí que brilhou a estrela de Gomes, que marcou o único gol da partida, levando o jogo para os pênaltis. Mas nas penalidades, o Estrelão saiu derrotado por 3x1, fechando assim a sua participação na competição.

Também em 1997, o clube conquistaria o Campeonato Acreano, eliminaria o Goiás e venceria o Flamengo pela Copa do Brasil, e terminaria na décima primeira colocação na classificação geral da competição, sua melhor participação.

Queda e Reestruturação

Depois do auge, veio a queda. O Rio Branco passou por uma tremenda reformulação e não conseguiu forças para continuar crescendo no cenário nacional. Somente a partir de 2002, o Estrelão voltou a se impor na região.

Entre 2002 e 2005, o Estrelão sagrou-se tetracampeão estadual, o primeiro e único desde a profissionalização do futebol local. Em 2007, conquistou o Campeonato Acreano com uma campanha impecável, vencendo os dois turnos do campeonato de forma invicta.

Em 2007 e em 2008, o clube fez belíssimas campanhas pela série C do Campeonato Brasileiro. Em 2007, o Estrelão chegou até a terceira fase da competição. Em um grupo com ABC-RN, Bahia e Fast-AM, o Rio Branco acabou perdendo a vaga para o octogonal final no número de gols marcados para o Bahia, em meio de muita polêmica. A equipe terminaria na 10ª colocação na classificação geral da competição.

Em 2008, O Rio Branco começou o ano querendo repetir a façanha do ano anterior, conquistar de vez o acesso à série B do Campeonato Brasileiro, divisão que o clube não participa desde 1991. A equipe manteve boa parte do elenco e contratou alguns reforços de peso, como o goleiro Ronaldo, ex-Paysandu, e o meia Rossini, ex-Santos. Novamente o Rio Branco conquistou o Campeonato Acreano, vencendo novamente os 2 turnos do torneio. Vinha a série C.

A princípio o foco era permanecer na competição, uma vez que seria criada a 4ª divisão, a Série D. A Equipe passou de forma brilhante das 2 primeiras fases, sendo líder dos 2 grupos, permanecendo na série C 2009. A primeira meta estava cumprida. Agora era pensar no Octogonal final e na série B.

Na 3ª fase, o Rio Branco teria pela frente o Paysandu, Luverdense-MT e Águia-PA. Começou perdendo para o Papão em Belém, mas se recuperou muito bem contra Águia e Luverdense, conseguindo a classificação para o octogonal final e a primeira colocação disparada do grupo. No último jogo, já classificado, o Rio Branco recebia o Paysandu, que precisava de uma vitória para se classificar. O Estrelão se impôs em casa e,apesar da pressão do Papão no final do jogo, o Estrelão mostrou porque hoje ele é considerado o Melhor do Norte, e venceu o jogo em casa por 2x1, eliminando outro grande Paraense (já havia eliminado o Remo na 2ª fase). O Rio Branco estava finalmente no Octogonal final.

No Octogonal, o Rio Branco teria que se superar: Viajar mais de 53 mil km em busca da vaga para a série B. A tabela o desfavoreceu: Foi o único time do octogonal a não ter jogos seguidos em casa. As viagens longas e os pouquíssimos treinos antes das partidas fez o elenco se desgastar muito, fazendo a equipe não conseguir manter o ritmo das fases anteriores. No Octogonal, o Rio Branco perdeu a invencibilidade em casa, desde a inauguração da Arena da Floresta; participou como vítima de um escândalo na competição, o "Caso Cai-Cai", quando no jogo Rio Branco x Duque de Caxias-RJ, o técnico da equipe fluminense mandou 2 de seus jogadores caírem em campo e simularem contusões para o jogo acabar antes dos 90 minutos. O Estrelão tinha acabado de empatar a partida e estava com 2 jogadores a mais em campo; e participou novamente como vítima no caso de doping de 2 jogadores do Confiança-SE, durante a partida Rio Branco x Confiança. Mesmo com 2 jogadores "alterados", o Estrelão ainda venceu por 4x1.

No final, o Rio Branco terminou o octogonal na última colocação, a 2 pontos do acesso para a série B, e ficou em 3º colocado na classificação geral da competição, consolidando novamente a sua força na região Norte. O atacante Marcelo Brás foi o vice-artilheiro da série C, e o jogador Ley foi considerado o melhor lateral da competição.

Em 2009, em busca do acesso à série B, o Rio Branco fez uma parceria com o Atlético Paranaense e com a empresa inglesa fornecedora de materiais esportivos, a Umbro. A princípio parecia o que faltava ao clube: parcerias. Mas novamente os esforços não resultaram no objetivo. O clube não conseguiu o Tricampeonato Acreano, perdendo de quebra também a vaga para a Copa do Brasil 2010. Na nova série C, porém, o clube conseguiu ser o líder do grupo mais equilibrado da competição, vencendo na última partida o Águia-PA por 1x0 em um jogo dramático. Mas na fase decisiva, o Rio Branco acabou sendo eliminado pelo ASA-AL, terminando na 7ª colocação da competição.

Títulos

Regionais

Copa Norte: 1997.
Torneio Integração da Amazônia: 3 vezes — 1976, 1979 e 1984.

Estaduais

Campeonato Acriano: 14 vezes (LAET) — 1921, 1922, 1935, 1936, 1937, 1938, 1939, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1946.
Campeonato Acriano: 25 vezes — 1947, 1950, 1951, 1955, 1956, 1957, 1961, 1962, 1964, 1971, 1973, 1977, 1979, 1983, 1986, 1992,1994, 1997, 2000, 2002, 2003, 2004, 2005, 2007 e 2008.
Torneio Início: 3 vezes — 1921, 2006 e 2007.
Taça Carlos Alberto: 1983.

Categorias de base

Campeonato Acreano Sub-20: 2 vezes 2006 e 2009.

Vitória sobre o Campeão Mundial

No dia 20 de Março de 1993, o São Paulo Futebol Clube esteve em Rio Branco com seu time reserva, para a disputa das Oitavas-de-Final da Copa do Brasil contra o Estrelão. Enquanto isso, o time principal disputava a Taça Libertadores da América, competição na qual se tornaria bicampeão.

Dias antes do confronto, a equipe paulista havia vencido o Sergipe por 4x3. Chegou como favorito e com a certeza de que iria golear o Rio Branco em sua própria casa. Entretanto, apesar da arbitragem ter deixado de marcar dois pênaltis a seu favor, o Rio Branco venceu por 1 a 0.

Ranking da CBF

Posição: 86º
Pontuação: 141 pontos