quarta-feira, 28 de abril de 2010

Sampaio Corrêa Futebol Clube


Nome: Sampaio Corrêa Futebol Clube
Alcunhas: Bolívia Querida, Tricolor de São Pantaleão, Tricolor de Aço, Time do Povo
Torcedor: Boliviano, Tricolor
Mascote: Tubarão
Fundação: 25 de março de 1923
Estádio: Nhozinho Santos
Capacidade: 16.500 pessoas
Presidente: Sergio Frota
Treinador: Valter Ferreira

História


É o clube que possui mais títulos do Campeonato Maranhense de futebol profissional com 28 conquistas, sendo oito conquistados de forma invicta .

O Sampaio é o único clube do Maranhão a participar de um torneio internacional oficial: a Copa Conmebol de 1998, terminando como terceiro colocado atrás do Santos e do Rosário Central, da Argentina.

O nome Sampaio Corrêa surge em homenagem ao hidroavião Sampaio Corrêa II, que aportou em São Luís no dia 12 de dezembro de 1922, sob o comando do piloto brasileiro Pinto Martins e do americano Walter Hinton. O avião tinha sido doado e por isso levava o nome - pelo senador carioca José Mattoso de Sampaio Corrêa, presidente do Aeroclube Brasileiro. Aliás, foram dois os aviões doados pelo senador: Sampaio Corrêa I e Sampaio Corrêa II, sendo que o primeiro pegou fogo, antes do segundo ser doado.

Os dois pilotos tentavam realizar a primeira ligação aérea entre as Américas, levantando voo dos Estados Unidos para o Brasil. A vestimenta dos pilotos também deu origem ao primeiro uniforme do clube, pois o brasileiro usava camisa verde e amarela, em linhas verticais e o americano nas cores verde e branca. Ambos vestiam calça caqui. Estas cores foram utilizadas durante muito tempo no uniforme do clube.

No dia 25 de março de 1923, na residência de Inácio Coxo, localizada em uma das ruas do bairro do Lira, que dão acesso à rua do Passeio, um grupo de jovens peladeiros, sob o comando de Vital Freitas e Natalino Cruz, resolveu criar a Associação Sampaio Corrêa Futebol Clube, oriundos do antigo Remo F. Club (1920), formado por operários e jovens de pés descalços, sendo escolhido para ser o seu presidente o desportista Abrahão Andrade. Como vice, o escolhido foi Luís Vasconcelos e João Almeida e Plasco Moraes Rego, na primeira e segunda secretaria. Valdemar Zacarias de Almeida como tesoureiro, Almir Vasconcelos como Diretor de Esportes e mais Manoel Brasil como auxiliar das diretorias, foram os demais membros da primeira diretoria boliviana.

Em pouco tempo, o Sampaio Corrêa tornou-se "Campeão Suburbano" ao bater pequenos clubes da periferia e desafiar o grande Luso Brasileiro, à época o campeão maranhense e maior potência do estado. O primeiro compromisso oficial entre os dois clubes ocorreu em 26 de abril de 1923, sendo que o Luso vinha de uma longa invencibilidade. A partida aconteceu no campo da Rua do Passeio, com arbitragem de Antero Novais, e terminou com a vitória da do Sampaio Corrêa por 1 x 0, com gol de Lobo, feito aos quatro minutos do primeiro tempo. A primeira equipe do Sampaio era a seguinte: Rato; Zé Novais e João Ferreira; Roi Bride, Chico Bola e Raiol; Turrubinga, Mundiquinho, Zezico, Lobo e João Macaco.

Os primeiros títulos do clube vieram somente nos anos 1930, quando conquistou o bicampeonato de 1933 e 1934, enquanto que nos anos 1940 também conquistou apenas dois títulos estaduais, vendo a supremacia do rival Moto Club, que, na época, ainda bem jovem, não era o principal rival do time, honra que cabia ao Maranhão

O Sampaio montou times muito fortes nessas duas décadas, ganhando três estaduais em cada uma deles.

O Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão de 1972 reuniu 23 times do Nordeste apenas, divididos em 4 grupos (3 de 6 e 1 de 5).

O Sampaio compunha o grupo A, juntamente com: Moto Clube (MA); Tiradentes e Flamengo (PI); Fortaleza e Guarany (CE).

O Tricolor começou mal no campeonato: estreou no dia 10 de Setembro, no Super clássico, perdendo para o arqui-rival Moto por 1x 0; em seguida empatou em Teresina com o Flamengo, por 0 x 0; também no Piauí, arrancou novo empate, por 1 x 1, desta vez com o Tiradentes; no dia 1 de outubro, perdeu em casa para o Guarany por 2 x 1. Restava ainda o Fortaleza para fechar o turno, mas o retrospecto do Sampaio era desanimador: 2 empates e 2 derrotas. Nem de longe se imaginava que aquele time poderia ainda sonhar em ser campeão. O Tubarão, porém, começou a mostrar seus dentes afiados no jogo contra o Fortaleza, no Nhozinho Santos, vencendo a batalha por 1 x 0. Daí para frente, a equipe se acertou. Empatou com o Moto Club em 0 x 0; venceu duas em casa: o Flamengo por 5 x 0 e o Tiradentes por 2 x 0; fora de casa, também venceu o Guarany, em Sobral, por 1 x 0 e o Fortaleza também por 1 x 0, arrancando, dessa forma a sua classificação nas últimas, juntamente com a equipe do Tiradentes.

Classificado, o Tubarão passou ao grupo "E", que também tinha o Tiradentes (PI), o Itabaiana (SE) e o Atlético (BA). O Sampaio estreou nessa fase no dia 26 de novembro em Alagoinhas, contra o Atlético, que na primeira fase vencera 9 dos dez jogos disputados e empatara 1, estando, portanto, invicto na competição. Pois o Sampaio foi lá e venceu a partida por 2 x 1. Depois teve dois empates em 0 x 0, com o Itabaiana fora e o Tiradentes em casa. Na volta, nas duas partidas em casa, o Sampaio bateu o Atlético por 2 x 0 e o Itabaiana por 1 x 0, e perdeu o último jogo, fora, para o Tiradentes por 2 x 1, terminando empatado em todos os aspectos com o Tiradentes, vencendo-o apenas nos critérios de desempate (maior número de vitórias – no geral).

Desta forma, o Sampaio Corrêa classificou-se para a grande final, disputada em um jogo apenas, contra o Campinense – PB, melhor time da competição. A partida ocorreu em São Luís, numa verdadeira batalha campal, terminando em 1 x 1 no tempo normal e 0 x 0 na prorrogação. O Sampaio venceu na cobrança de pênaltis por 5 x 4, levantando o troféu de campeão. Encerrou sua participação com dezessete jogos, 8 vitórias, 4 empates, 5 derrotas, 19 gols pró, 8 gols contra, 11 gols de saldo e o artilheiro da competição: Pelezinho, com 8 gols.

Time básico do Sampaio Campeão da Série B de 1972: Jurandir; Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Valdecir Lima; Gojoba, Djalma Campos e Edmilson Leite; Lima, Pelezinho e Jaldemir.
Com o sucesso do filme Tubarão, no início dos anos 1980, o Sampaio Correa ganhou esse apelido, que acabou virando o seu mascote oficial, posto que papou o pentacampeonato estadual (1984-1988) e, folgando em 1989, veio papar mais um tri em seguida (1990-1992), como um verdadeiro tubarão assassino, não dando chance a ninguém. Venceu o campeonato de 1986 de forma arrasadora e invicta e ainda conseguiu a façanha de ficarem 46 jogos sem perder entre 1988 e 1989. Na primeira edição da Copa do Brasil, em 1989, encarou de primeira o Corinthians, no Castelão, chegando a estar vencendo por 3 x 0, cedendo dois gols no 2.º tempo. Foi eliminado no jogo de volta, em São Paulo, pelo placar magro de 1 x 0.

Curiosidades



  • Um de seus atletas, MASCOTE, bateu o recorde brasileiro de gols numa única partida. Aconteceu em 20 de setembro de 1934,quando o Tricolor venceu a representação do Santos Dumont por 20 x 0, e Mascote fez 13 gols, decretando, infelizmente, a extinção do time "Aviador". Esse recorde nunca foi sequer igualado. Os atletas que passaram mais perto foram: Caio Mário (CSA 22 x 0 Maceió, pelo Alagoano de 1944) e Dadá Maravilha (Sport Recife 14 x 0 Santo Amaro, pelo Pernambucano de 1976), com 10 gols cada. O alarde criado por Dadá Maravilha, em 1976, em torno de sua folclórica pessoa, ajudou a criar o mito de que teria sido o maior artilheiro numa única partida, fato que pode ser desmentido facilmente recorrendo-se a jornais da época do fabuloso feito de MASCOTE.


  • No Brasil, apenas 15 equipes conseguiram conquistar o Campeonato Brasileiro em mais de uma divisão: Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Bragantino, Brasiliense, Corinthians,Coritiba, Criciúma, Fluminense, Grêmio, Guarani, Palmeiras, Sampaio Corrêa, Sport Recife, Tuna Luso e União São João. Ou seja, um dos três únicos do Norte-Nordeste.


  • Em todas as divisões do Campeonato Brasileiro, apenas três clubes conseguiram ser campeões de forma invicta: o Internacional, na série A de 1979, com 23 jogos, 16 vitórias e 7 empates, e aproveitamento de 85 % (a vitória valia 2 pontos), o Vila Nova de Goiás, na série C de 1996; e o Sampaio Corrêa, na série C de 1997, com dezoito jogos, 12 vitórias e 6 empates, e aproveitamento de 78 %.


  • O Sampaio conquistou o estadual de forma invicta em: 1933, 1934, 1940, 1942, 1953, 1962, 1964 e 1986.


  • O Sampaio poderia ter conquistado o título estadual de 1927, que ficou com o Luso. O tricolor bateu o Luso, na final, no dia 18.03.1928, por 4 x 1, mas como tinha jogado com dois atletas irregulares (Clarindo e Lobo), que estavam suspensos, foi julgado pela Comissão Técnica da AMEA e punido com a perda dos pontos e consequentemente do título.


  • Entre 1988 e 1989, o Sampaio ficou 46 jogos sem perder, até que foi derrotado pelo arqui-rival Moto Clube, no dia 16 de julho de 1989, pelo escore de 1 x 0. Lembrando que o recorde brasileiro pertence aos clubes cariocas Botafogo (1977-1978) e Flamengo (1978-1979), ambos com a incrível marca de 52 jogos de invencibilidade.


  • O Sampaio é o único clube do Maranhão a participar de um torneio internacional, no caso, da Copa Conmebol, de 1998, terminando como terceiro colocado atrás do Santos e do Rosário Central - ARG.


  • No jogo da semifinal da Copa Conmebol de 1998, entre Sampaio X Santos, foi quebrado o recorde de público do Estádio Castelão no dia 24.09.1998. O total de público divulgado foi de 97.720 torcedores. O detalhe interessante é que esse recorde superou o antigo, que durava apenas pouco mais de 24 horas: no dia anterior, a Seleção Brasileira, comandada por Vanderley Luxemburgo, empatou com a Iugoslávia em 1 x 1 (gol brasileiro: Marcelinho Carioca), com o público de 91.666.


  • O Sampaio teve dois atletas como artilheiros em torneios nacionais: Pelezinho, no Brasileiro Série B de 1972 (8 gols), e Marcelo Baron, no Brasileiro Série C de 1997 (9 gols).


  • O Sampaio detém o maior número de artilheiros do Campeonato Maranhense: 29 artilheiros, contra 25 do Moto Club. Destaque para: Mundiquinho (1927, 1930, 1933), Mascote (1934, 1935, 1938) e Cabecinha (1976, 1979 e 1980).


  • O Sampaio foi declarado de Utilidade Pública Estadual, pela Lei Estadual n.° 100/48, de 03.05.1948; e de Utilidade Pública Municipal, pela Lei Municipal n.° 456/54, de 09.12.1954.
    Rivalidade


  • O maior rival do Sampaio Corrêa é o Moto Club. No histórico do clássico o Sampaio tem mais derrotas e nos últimos não conegue vencer o rival em decisões. Mas também ostenta rivalidades com o Maranhão, o Bacabal e o Imperatriz. Possui a maior torcida do Estado do Maranhão, o clube tem como mascote o tubarão e seus torcedores são chamados de bolivianos e, raramente, de sampaínos.

Títulos

Nacionais

Campeonato Brasileiro - Série B: 1972.
Campeonato Brasileiro - Série C: 1997.

Regionais

Copa Norte: 1998.
Torneio Seletivo da Copa Norte: 1998.
Torneio Maranhão-Pará: 1973.
Torneio Maranhão-Piauí: 1964.

Estaduais

Campeonato Maranhense: 28 vezes — 1933, 1934, 1940, 1942, 1953, 1954, 1956, 1961, 1962, 1964, 1965, 1972, 1975, 1976, 1978, 1980, 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1990, 1991, 1992, 1997, 1998, 2002 e 2003.
Taça Cidade de São Luís: 7 vezes — 1939, 1950, 1973, 1976, 1983, 2007 e 2009.

Outros

Torneio Municipal: 7 vezes — 1947, 1952, 1954, 1955, 1956, 1957, 1964.
Torneio Início: 13 vezes — 1925, 1932, 1933, 1935, 1938, 1942, 1949, 1952, 1963, 1964, 1970, 1982 e 1989.
Torneio Zeca Correa: 1997.
Troféu trinta Anos da Rádio Educadora: 1996.
Troféu Wilson Carvalho: 1993.
Troféu Prefeito Jackson Lago: 1992.
Torneio Governador Luiz Rocha: 1984.
Torneio do Dia do Trabalhador: 1982.
Troféu Independência: 1982.
Torneio Governador João Castelo: 1981.
Torneio Giullite Coutinho: 1981.
Taça Vereador José Cupertino: 1977.
Taça João Havelange: 1972.
Torneio Zoroastro Maranhão: 1972.
Torneio Eng.° Lourenço Vieira da Silva: 1972.
Torneio da Vitória: 1971.
Torneio João Marão: 1971.
Torneio da Vitória: 1971.
Troféu José Ribamar Araújo: 1970.
Troféu Júlio César: 1968.
Torneio Ivar Saldanha: 1962.
Torneio Carlos F. Diniz: 1962.
Torneio da Amizade: 1962.
Torneio Quadrangular da Amizade: 1960.
Troféu Tenente Alves: 1956.
Troféu Indústria F. Meres: 1953.
Troféu Major Lieger Braga: 1953.
Torneio Centenário de Teresina: 1952.
Torneio Intermunicipal: 1952.
Taça São Luís: 1950.
Taça Nahuz - Dois Irmãos: 1945.
Taça Goodyear: 1941.
Taça Pordutor Realce: 1940.
Torneio Satrunino Bello: 1949.
Torneio da Disciplina: 1947.
Taça Colônia Maranhense: 1939.
Taça Almir Balata: 1939.
Taça Moto Club: 1938, 1939.
Torneio RCA Victor: 1935.
Torneio Bazar das Novidades: 1933.
Torneio Caixinha: 1933.
Torneio do Povo: 1933.
Torneio Tupã: 1932.

Torcidas Organizadas



  • Tubarões da Fiel


  • Mancha Tricolor


  • Democracia Tricolor


  • Coração Tricolor


  • Sampaixão


  • Sangue Jovem Tricolor