segunda-feira, 26 de abril de 2010

São Cristóvão de Futebol e Regatas


Nome: São Cristóvão de Futebol e Regatas
Alcunhas: Cadetes
Mascote: Carneiro
Fundação: 12 de outubro de 1898
Estádio: Figueira de Melo
Capacidade: 1.000 pessoas (8.000 no passado)
Presidente: Alfredo Maciel Filho
Treinador: Marcelo Ribeiro

São Cristóvão de Futebol e Regatas é uma agremiação esportiva, da cidade do Rio de Janeiro, capital do estado do Rio de Janeiro, fundada a 12 de outubro de 1898.
História

Foi fundado no bairro de São Cristóvão, inicialmente como clube de regatas, com a denominação

Club de Regatas São Christóvão. Fundiu-se ao São Christóvão Athletic Club, que se restringia apenas ao futebol, e disputava o campeonato metropolitano. A união de ambos deu origem ao atual São Cristóvão de Futebol e Regatas.

Além de ter sido campeão do Torneio Início do Rio de Janeiro em 1918, 1928, 1933 e 1937, foi ainda vice-campeão em outras seis ocasiões: 1920, 1925, 1927, 1938, 1940 e 1964, num total de dez decisões disputadas neste tradicional torneio.

O seu maior momento adveio quando conquistou o Campeonato Carioca da Primeira Divisão em 1926. Com uma campanha irretocável, conseguiu catorze vitórias, dois empates e apenas duas derrotas em dezoito jogos, goleando adversários expressivos, como Flamengo (5 a 0 e 5 a 1), Fluminense (4 a 2) e Botafogo (6 a 3).

Outro grande momento do São Cristóvão foi o vice-campeonato carioca de 1934, que demonstra a força da agremiação no início do século XX, suplantando grandes forças do futebol carioca.

Em 1937, quando disputava o Campeonato Carioca pela antiga Federação Metropolitana de Desportos (FMD), ao lado de Clube de Regatas Vasco da Gama, Botafogo Futebol e Regatas e Bangu Atlético Clube, entre outros, houve a pacificação do futebol do Rio de Janeiro, dividido em ligas, e os clubes da FMD se juntaram aos outros para a disputa do Campeonato Carioca já pacificado. O São Cristóvão liderava disparado o campeonato da FMD, sem poder ser alcançado por nenhum outro clube, mas esta liga foi dissolvida abruptamente sem declarar o São Cristóvão campeão, o que foi uma grande injustiça, por não ter refletido oficialmente a superioridade do time do São Cristóvão sobre os outros concorrentes.

Comprovando que era de fato um grande time, ainda chegou ao vice-campeonato do Torneio Municipal de 1938, perdendo o título para o Fluminense Futebol Clube, mas tendo nove vitórias, dois empates, cinco derrotas, trinta e seis gols pró e trinta contra.

Já na segunda edição do Torneio Municipal, em 1943, sagrou-se campeão, com nove vitórias, sete empates e apenas uma derrota, com 29 gols a favor e dezessete contra, desta vez, tendo o Fluminense como vice. Em 1951, seria o terceiro colocado.

Em pesquisa de torcidas realizada pelo Ibope e divulgada pelo Jornal dos Sports em 31 de dezembro de 1954, na página 5, figurava como a sétima maior torcida do Rio de Janeiro com 1% da preferência, ou 2% se considerarmos apenas os torcedores do sexo masculino.

A maior atuação do São Cristóvão no Maracanã foi em 29 de março de 1975, quando enfrentando o Clube de Regatas Flamengo, de Zico, quando começou perdendo por 2 a 0 e numa reação sensacional venceu o partida por 3 a 2, inclusive com 2 gols anotados pelo ex jogador flamenguista Fio Maravilha. O campeonato de 1978 viu a última boa campanha do São Cristóvão, vencendo alguns jogos contra os grandes clubes.

Talvez o último grande momento do clube cadete no futebol, tenha sido o vice-campeonato da Copa Rio em 1998, quando perdeu a decisão para o Fluminense.

Sem dúvida, a maior revelação do São Cristóvão foi o centroavante Ronaldo, que fez 44 gols em 73 jogos pelo clube cadete, o Fênomeno.

O São Cristóvão teve ainda os artilheiros dos campeonatos cariocas de 1919 (Braz de Oliveira, 24 gols), de 1926 (Vicente, 26 gols), de 1928 (Vicente, 20 gols) e de 1943 (João Pinto, 26 gols).
Sua torcida é conhecida como "Torcida Cadete", pela proximidade do clube com instalações do Exército brasileiro.

Manda jogos no Estádio Figueira de Melo (conhecido como "Figueirinha"), com capacidade para 8 mil espectadores.

Títulos

Estaduais

Campeonato Carioca: 1926
Vice-Campeonato Carioca: 1934
Campeonato Carioca da Segunda Divisão: 1965
Vice-Campeonato Carioca da Segunda Divisão: 1982
Torneio Início: 4 vezes 1918, 1928, 1933 e 1937
Campeonato Carioca de Futebol de Segundos Quadros: 2 vezes 1935
Campeonato Carioca de Futebol de Terceiros Quadros: 2vezes 1927 e 1929

Outras Conquistas

Campeonato Carioca da Sub-Liga (LCF): 1933
Torneio Municipal do Rio de Janeiro: 1943
Torneio Quadrangular de Campinas: 1953
Quadrangular da Colônia Portuguesa de Santarém: 1966
Torneio Abellard França: 1975
Torneio ECO: 1992

Categorias de base

Seletiva de Acesso à Primeira Divisão do Campeonato Carioca de Juniores: 2006

Símbolos

O uniforme oficial do São Cristóvão é composto por camisa branca, calção branco e meias brancas. O time de futebol possui apenas o uniforme todo branco, não tendo, portanto, o fardamento número dois. A FIFA reconhece o São Cristóvão como o único clube a ter apenas um uniforme oficial. Porém, na falta da camisa branca, o clube deve atuar com camisas cor-de-rosa. A primeira vez que o Santos usou a sua camisa atual (neste dia usou shorts pretos e como o campo estave elameado, trocou de camisa no decorrer do jogo) foi no amistoso de inauguração do Estádio Figueira de Melo, contra o São Cristóvão, em 1916, e inspirado neste clube, que já usava o branco. Durante muito tempo, a partir desta data, o Santos pintou o escudo do São Cristóvão nos muros da Vila Belmiro e associados destes dois clubes podiam usufruir das respectivas sedes, mutuamente. O escudo do São Cristóvão possui seis listras pretas na vertical e cinco listras brancas, também na vertical, na parte inferior. Na parte superior, catorze listras (sete pretas e sete brancas), tendo ao redor um círculo salmão com um leme de navio, e no meio do escudo, a denominação SÃO CRISTÓVÃO F.R., numa faixa diagonal branca.

Torcidas organizadas

Ativas:
  • Torcida Garra Jovem do São Cristóvão - TGJ fundada em 2006
Não Ativas:
  • Torcida Jovem Cadete - TJC fundada em 1991

  • Torcida Jovem do São Cristóvão - TJSC fundada em 2007
Curiosidades


  • Em 21 de novembro de 2006, exatos 80 anos depois da conquista do Campeonato Carioca pelo São Cristóvão, a FIFA reconheceu o atleta cadete Roberto Emílio Cunha como o verdadeiro autor do segundo gol da vitória da seleção brasileira sobre a Tchecoslováquia por 2 a 1 na Copa do Mundo de 1938. Muitos atribuíam este segundo tento a Leônidas da Silva.

  • Roberto, nascido em Niterói no dia 20 de junho de 1912, passa a ser o único jogador que, com o passe preso ao São Cristóvão, marcou gol durante uma Copa do Mundo. Nessa mesma Copa, a seleção brasileira contava também com o meia-esquerda Afonsinho e o técnico Ademar Pimenta, ambos do São Cristóvão. Pelo clube, Roberto jogou entre 1936 e 1942, marcando 81 gols.